Blog de um algarvio, nascido e criado em Olhão, orgulhoso da sua terra, adepto fervoroso do S.C.Olhanense, licenciado em Biologia pela Universidade do Algarve, e mestre em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora.
publicado por Ventura | Quinta-feira, 28 Fevereiro , 2008, 21:54
O etileno (C2H4) é uma das matérias-primas mais usadas na indústria e na economia mundial. Os agricultores utilizam-no como uma espécie de hormona para as plantas crescerem e florescerem. Os médicos usam-no como anestésico. E plásticos à base de etileno podem ser encontrados em praticamente todos os lugares, desde os sacos para guardar alimentos no frigorífico até grandes peças de fibras de vidro.

Mas tanta funcionalidade tem um custo elevado: o processo industrial de produção do etileno não é exactamente algo que se possa chamar de ambientalmente correcto. Esse processo, chamado pirólise, exige grandes quantidades de energia para a produção de vapor, produzindo gases causadores do efeito estufa e lançando na atmosfera óxido nitroso (NO2), monóxido (CO) e dióxido de carbono (CO2).

Mas este problema, e o custo associado a ele, pode estar com os dias contados, graças ao desenvolvimento de um novo tipo de filtro cerâmico por pesquisadores do Laboratório Argonne, nos EUA.

O filtro tem poros tão finos que permitem a passagem apenas de moléculas de hidrogénio (H2). É o que se chama nano-filtro ou, membrana.

O novo processo para a produção de etileno é incrivelmente simples. O etano (C2H6), a matéria-prima a partir da qual é produzido o etileno, é simplesmente forçado a passar pelo nano-filtro. Mas apenas as moléculas de hidrogénio passam, deixando o etileno puro do outro lado.

"Esta é uma forma limpa e energeticamente eficiente para produzir um produto químico que antes exigia métodos que eram caros, geradores de resíduos e também emitiam uma grande quantidade de poluentes" afirmou Balu Balachandran, o especialista em cerâmica que dirige a equipa que projectou e desenvolveu a nova membrana de filtração.

Como a membrana deixa apenas o hidrogénio passar, o vapor de etano não entra em contacto com o oxigénio (O2) e o nitrogénio (N2) atmosférico, o que hoje é responsável pela produção dos gases poluentes emitidos pelo processo de pirólise. Como é feita em cerâmica, a membrana resiste a altas temperaturas.

Outra vantagem do novo processo é a possibilidade do reaproveitamento do hidrogénio gerado como combustível para realimentar o próprio processo. Na pirólise, há a necessidade de injecção constante de calor. "Utilizando esta membrana, nós essencialmente fazemos a reacção alimentar-se a si própria" diz Balachandran. "O calor é produzido onde ele é necessário".

O próximo passo dos pesquisadores é encontrar um parceiro na indústria que viabilize a produção em larga escala desta nova membrana.

(fonte/via)


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