Blog de um algarvio, nascido e criado em Olhão, orgulhoso da sua terra, adepto fervoroso do S.C.Olhanense, licenciado em Biologia pela Universidade do Algarve, e mestre em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora.
publicado por Ventura | Sábado, 22 Março , 2008, 02:41
A assinatura de uma molécula orgânica foi pela primeira vez detectada fora do sistema solar. Uma equipa conjunta da NASA e da ESA descobriu metano na atmosfera do exoplaneta HD 189733b, a 63 anos-luz da Terra.

Para quem não sabe, ano-luz é uma medida apenas usada nas distâncias no espaço. Um ano-luz é a distância que a luz percorre durante um ano. Tendo em conta que a luz desloca-se a 300.000.000 metros por segundo, levariamos 63 anos à velocidade da luz para lá chegar.

Segundo os responsáveis, a análise dos dados obtidos pela espectroscopia infravermelha do Telescópio Espacial Hubble é um passo importante para perceber em que condições é possível a formação de vida, uma vez que em circunstâncias favoráveis o metano (CH4) pode ter um papel chave nas reacções químicas necessárias a essa formação.


"É um passo fundamental para a eventual caracterização das moléculas pré-bióticas em planetas onde possa haver vida", disse Mark Swain, responsável pela equipa da NASA que fez a descoberta e autor principal do artigo que vai ser publicado amanhã na revista científica "Nature".


O conjunto de observações na base desta descoberta foi obtido em Maio de 2007 pela Câmara Quase Infravermelha e o Espectrómetro para Objectos Múltiplos (NICMOS), a bordo do Hubble. Os mesmos dados permitiram confirmar a existência de moléculas de água na atmosfera do planeta, uma descoberta original do telescópio Spitzer no ano passado.

Situado na constelação Vulpecula (Pequena Raposa) e designado por "Júpiter quente", o planeta tem a dimensão do planeta homónimo no sistema solar mas está tão perto da estrela central do seu sistema planetário que demora apenas dois dias a completar a órbita. A proximidade àquela estrela, muito inferior à proximidade de Mercúrio ao Sol, faz com que a atmosfera atinja os 900ºC, o que equivale ao ponto de fusão da prata.

As observações foram feitas quando o planeta HD 189733b passava diante da estrela que orbita, um movimento conhecido em astronomia como trânsito planetário. De acordo com Giovanna Tinetti, da University College London e da Agência Espacial Europeia "a existência de água não explicava todas as componentes espectrais observadas. A presença de metano vem dar resposta à informação recolhida pelo Hubble". No entanto recusa especular sobre qualquer origem biológica do metano encontrado no HD 189733b. "A atmosfera do planeta é demasiado quente para que haja qualquer forma de vida – pelo menos do tipo de vida que conhecemos aqui. É muitíssimo pouco provável que lá pudessem viver vacas!", disse.
(fonte/via)

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