Blog de um algarvio, nascido e criado em Olhão, orgulhoso da sua terra, adepto fervoroso do S.C.Olhanense, licenciado em Biologia pela Universidade do Algarve, e mestre em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora.
publicado por Ventura | Terça-feira, 17 Julho , 2007, 23:28
Segundo um relatório divulgado no dia 16 de Julho, pela organização ambientalista Greenpeace, mais de 6,4 milhões de toneladas de lixo, das quais 60 a 80% de plásticos, acabam no mar anualmente, no âmbito da campanha «Recuperemos o Mediterrâneo».

 

O estudo indica que 70% do lixo mundial encontra-se no fundo do mar, ameaçando várias espécies entre as quais tartarugas, cetáceos e focas.

«Estamos a afogar o mar em plásticos», declarou Mario Rodriguez, director de campanhas da Greenpeace em Espanha, que apresentou o relatório hoje em Barcelona, a bordo do Rainbow Warrior, citado pelo jornal El Mundo.

Ainda que tenham aumentado os gastos com a limpeza de praias e fundo do mar, o lixo continua a voltar insistentemente.

Dados da campanha 2006/2007 do programa Coastwatch Portugal revelaram que a presença de lixo, sobretudo garrafas e sacos de plástico, continua a ser problemática nas praias portuguesas, tendo sido contabilizados mais de 100 mil resíduos em 350 quilómetros de costa.

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) estimava, em 2005, que existiam cerca de 13.000 fragmentos de plásticos por quilómetro quadrado nos oceanos.

O Mar Mediterrâneo Norocidental (zonas próximas das costas de Espanha, França e Itália) é a zona do planeta com mais detritos no fundo do mar: 1.935 unidades por quilómetro quadrado.

O Mar do Caraíbas, a costa indonésia, o Mar Celta (Irlanda), o Mar do Norte, o Golfo de Leão e o Golfo da Biscaia são outras zonas com grande acumulação de lixo.

Os impactos sobre as espécies marinhas são diversos e vão desde o aprisionamento de animais como tartarugas, focas e cetáceos nas redes de pesca, ingestão de plásticos ou introdução de espécies invasoras.

A bibliografia regista 267 espécies marinhas diferentes afectadas pelos plásticos, algumas das quais em perigo de extinção.

Por exemplo, um estudo realizado no Mediterrâneo espanhol demonstrou que 75% dos exemplares de tartaruga-boba (Caretta caretta) tinham ingerido plásticos. A ingestão destes detritos pode bloquear o tracto digestivo e impedir que os animais se alimentem correctamente até provocar a sua morte.

Cerca de 80% deste lixo tem origem em terra, através das redes de saneamento, actividades industriais e turismo costeiro.

Embalagens de comida e bebida, cigarros, brinquedos de praia, preservativos, seringas, redes e linhas de pesca, ou sacos de plástico são alguns dos resíduos que se encontram um pouco por todo o lado, refere o estudo da Greenpeace.

Diário Digital / Lusa

Noticia retirada daqui

 

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