Blog de um algarvio, nascido e criado em Olhão, orgulhoso da sua terra, adepto fervoroso do S.C.Olhanense, licenciado em Biologia pela Universidade do Algarve, e mestre em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora.
publicado por Ventura | Terça-feira, 20 Maio , 2008, 19:53

Nome Comum: Andorinha-do-Mar-Anã ou Chilreta

Nome Científico: Sterna albifrons

Nome em Inglês: Little Tern

 

A Andorinha-do-mar-anã é uma pequena ave marinha pertencente à Ordem dos Charadriiformes, onde também se incluem as gaivotas, embora numa família distinta - Sternidae-. É uma espécie migradora, cuja população da Europa Ocidental percorre duas vezes por ano o longo trajecto entre as zonas de invernada, na costa ocidental africana, e as áreas de nidificação, nas costas europeias.

Possuindo um comprimento de 22 a 24cm e uma envergadura de aprximadamente 50cm possui o dorso cinzento; peito, ventre e cauda brancos; asas maioritariamente cinzentas com as penas das extremidades mais escuras; coroa e nuca pretas; testa branca. O seu bico é amarelo com a extremidade preta (na Primavera e inicio do Verão).

A sua alimentação baseia-se sobretudo em pequenos peixes e crustáceos e também insectos, anelídeos e moluscos.

Chegam ao nosso país no mês de Abril onde escolhe e prepara o local do ninho. Nidifica principalmente em colónias, geralmente em grupos de 2 a 50 casais, em zonas abertas junto à água: ilhas isoladas ou penínsulas, praias arenosas ou com conchas, lagoas costeiras, estuários e complexos de salinas.  Em meados de Maio realiza-se a postura de 1 a 3 ovos levando cerca de 20 dias de incubação. Em Junho as crias nascem, acabando por deixar o ninho com 4 a 5 dias de idade procurando refúgio em zonas com vegetação. Levam cerca de 20 dias até estarem aptas a voar.

Entre Agosto e Outubro realiza-se a migração outonal. As crias migram acompanhadas pelos progenitores, sendo ainda alimentadas por estes 2 a 3 meses após efectuarem os primeiros voos.

Embora tenha sido considerada uma espécie comum em Portugal, a Andorinha-do-mar-anã tem actualmente uma distribuição restrita no nosso país, condicionada pela existência de habitat apropriado que não esteja sujeito a uma elevada pressão humana durante a época estival.

É relativamente fácil de observá-la em diversos sectores da costa portuguesa, principalmente no litoral algarvio, mas também nos estuários do Tejo e do Sado, na Ria de Aveiro ou na Lagoa de Santo André.

Como mera curiosidade, a Sterna albifrons é a Andorinha-do-mar europeia mais pequena.


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