Blog de um algarvio, nascido e criado em Olhão, orgulhoso da sua terra, adepto fervoroso do S.C.Olhanense, licenciado em Biologia pela Universidade do Algarve, e mestre em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora.
publicado por Ventura | Sábado, 22 Março , 2008, 14:16

 
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publicado por Ventura | Sábado, 22 Março , 2008, 11:09
A NASA observou na quarta-feira uma explosão cósmica tão potente e luminosa que os seus efeitos puderam ser detectados a olho nu a partir da Terra, embora tenha ocorrido há 7,5 mil milhões de anos a uma distância de mais de metade do Universo visível.
"Nenhum outro objecto conhecido ou qualquer outro tipo de explosão pode ser percebido a olho nú a tal distância", isto é 7,5 mil milhões de anos luz, comentou, maravilhado, Stephen Holland, um cientista da NASA, citado num comunicado da agência.

"Se alguém estivesse a olhar para o lugar certo, no momento adequado, teria visto o objecto mais afastado alguma vez observado a olho nú sem ajuda óptica", salientou o cientista.

Até agora, o objecto mais longínquo que se podia ver a olho nú era a galáxia M33, que se encontra "apenas" a 2,9 mil milhões de anos luz.

A explosão, chamada Gamma Ray Burst ou em português Sobressalto Gama e detectada pelo satélite Swift da Nasa encarregue de as procurar, é um dos fenómenos mais violentos que ocorrem no Universo.

O Sobressalto de quarta-feira "varre todos os Sobressaltos Gama que vimos até hoje", salientou Neil Gehrels, do Centro de Voo Espacial Goddard da Nasa.
(fonte/via)

publicado por Ventura | Sábado, 22 Março , 2008, 10:03
Uma equipa de investigadores do Roslin Institute, no Reino Unido, e da Nagoya University, no Japão, descobriu porque é que as aves macho começam a cantar na Primavera. Segundo os cientistas, a mudança de estação, com o aumento de horas de luz por dia, faz com que as células da hipófise no cérebro libertem uma hormona que funciona como uma espécie de gatilho para o acasalamento. É então que os passarinhos começam a cantar para atrair as companheiras.

De acordo com Peter Sharp, do Roslin Institute, apesar de já se saber há algum tempo que havia uma área do cérebro afectada pelas mudanças sazonais ainda não se conhecia o mecanismo exacto envolvido.


"Agora identificámos um elemento chave na actividade do cérebro quando chega a Primavera", disse o responsável à BBC News. "Este conhecimento teria sido impossível no passado mas os avanços tecnológicos permitiram-nos examinar milhares de genes e assim perceber quais deles são afectados pelas estações do ano", acrescentou.

Os investigadores utilizaram um chip de DNA para examinar 28 mil genes de uma codorniz japonesa (Coturnix japonica), que foi exposta durante a investigação a quantidades de luz diferentes, numa simulação de dias compridos e curtos. Descobriram que os genes nas células da superfície do cérebro eram activados quando as aves recebiam mais luz.

Segundo o estudo, quando os genes são activados as células começam a libertar uma hormona que vai estimular a tiróide. Esta hormona, que inicialmente estava associada ao crescimento e ao metabolismo, estimula indirectamente a hipófise, uma glândula endócrina na base do cérebro, também conhecida por pituitária, que vai segregar hormonas gonadotrofinas.

De acordo com os investigadores, estas hormonas fazem com que os testículos das aves cresçam, o que leva os machos a começar a cantar para atrair as suas parceiras.
(fonte)

publicado por Ventura | Sábado, 22 Março , 2008, 02:41
A assinatura de uma molécula orgânica foi pela primeira vez detectada fora do sistema solar. Uma equipa conjunta da NASA e da ESA descobriu metano na atmosfera do exoplaneta HD 189733b, a 63 anos-luz da Terra.

Para quem não sabe, ano-luz é uma medida apenas usada nas distâncias no espaço. Um ano-luz é a distância que a luz percorre durante um ano. Tendo em conta que a luz desloca-se a 300.000.000 metros por segundo, levariamos 63 anos à velocidade da luz para lá chegar.

Segundo os responsáveis, a análise dos dados obtidos pela espectroscopia infravermelha do Telescópio Espacial Hubble é um passo importante para perceber em que condições é possível a formação de vida, uma vez que em circunstâncias favoráveis o metano (CH4) pode ter um papel chave nas reacções químicas necessárias a essa formação.


"É um passo fundamental para a eventual caracterização das moléculas pré-bióticas em planetas onde possa haver vida", disse Mark Swain, responsável pela equipa da NASA que fez a descoberta e autor principal do artigo que vai ser publicado amanhã na revista científica "Nature".


O conjunto de observações na base desta descoberta foi obtido em Maio de 2007 pela Câmara Quase Infravermelha e o Espectrómetro para Objectos Múltiplos (NICMOS), a bordo do Hubble. Os mesmos dados permitiram confirmar a existência de moléculas de água na atmosfera do planeta, uma descoberta original do telescópio Spitzer no ano passado.

Situado na constelação Vulpecula (Pequena Raposa) e designado por "Júpiter quente", o planeta tem a dimensão do planeta homónimo no sistema solar mas está tão perto da estrela central do seu sistema planetário que demora apenas dois dias a completar a órbita. A proximidade àquela estrela, muito inferior à proximidade de Mercúrio ao Sol, faz com que a atmosfera atinja os 900ºC, o que equivale ao ponto de fusão da prata.

As observações foram feitas quando o planeta HD 189733b passava diante da estrela que orbita, um movimento conhecido em astronomia como trânsito planetário. De acordo com Giovanna Tinetti, da University College London e da Agência Espacial Europeia "a existência de água não explicava todas as componentes espectrais observadas. A presença de metano vem dar resposta à informação recolhida pelo Hubble". No entanto recusa especular sobre qualquer origem biológica do metano encontrado no HD 189733b. "A atmosfera do planeta é demasiado quente para que haja qualquer forma de vida – pelo menos do tipo de vida que conhecemos aqui. É muitíssimo pouco provável que lá pudessem viver vacas!", disse.
(fonte/via)

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