Blog de um algarvio, nascido e criado em Olhão, orgulhoso da sua terra, adepto fervoroso do S.C.Olhanense, licenciado em Biologia pela Universidade do Algarve, e mestre em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora.
publicado por Ventura | Quarta-feira, 11 Julho , 2007, 19:45

Nome comum: Andorinha-das-Chaminés

Nome científico: Hirundo rustica

Nome em inglês: Barn Swallow

E aqui está mais uma ave muito comum na minha região - a Andorinha-das-Chaminés.

Ganharam uma grande notoriedade nesta região pois são elas que avisam a chegada do Verão e o inicio do Inverno (sendo caracterizadas como um simbolo primaveril). Chegam cá, normalmente, em Março/Abril e, entre Outubro e Novembro juntam-se em grandes bandos, em direcção ao sul, onde passam o Inverno.

Pertencente à família Hirundinidae, a Andorinha-das-Chaminés tem entre 17 e 19 cm de comprimento e 32 a 34,5 cm de envergadura. É uma ave característica da Europa, Ásia, Norte de África e América do Norte. À semelhança das outras aves desta família, possui bico curto e escuro, corpo esbelto e asas compridas. A cabeça, dorso, cauda e asas (com excepção das penas de voo que são pretas) são azuladas; as faces e garganta são avermelhadas e o peito e a barriga são brancos. Possui a cauda nitidamente bifurcada com longas penas caudais (2-7 cm), que a tornam facilmente identificável, apenas confundível com a Andorinha-Dáurica (Hirundo daurica). No entanto, distingue-se desta pelo facto de não apresentar as penas do uropígio (apêndice triangular formado pela reunião das últimas vértebras e músculos correspondentes das aves, do qual saem as penas da cauda) de cor branca e ferrugem, ter a nuca da mesma cor que o dorso e ter pequenas manchas brancas quase na extremidade das penas da cauda.

A sua alimentação é, exclusivamente, à base de insectos. Costumam construir os seus ninhos, principalmente em construções humanas, usando lama misturada com algum material vegetal.

A época de postura situa-se entre Março e Maio, com duas posturas de 4 a 5 ovos cada. A incubação leva entre 11 a 19 dias, com os juvenis a atingirem a idade de emancipação cerca de 20 dias após o seu nascimento.

O seu voo também é muito característico, leve e hábil, presenteando-nos com um dos melhores voos de caça, com súbitas mudanças de direcção, seguindo sempre os movimentos dos insectos que persegue.

As maiores ameaças para estas aves são a diminuição, cada vez maior, do seu habitat com o desenvolvimento e intensificação da agricultura, e a diminuição das populações de insectos devido ao uso de pesticidas. É uma ave dependente das construções humanas e de fontes de lama, e muito susceptível a alterações climáticas.

Apenas a título de curiosidade, o sucesso reprodutor dos machos depende significativamente do comprimento das penas da cauda, ou seja, os machos com penas mais compridas atraem mais facilmente as fêmeas e têm maior sucesso reprodutor que os machos com penas mais curtas.

 

A maioria destas informações foi retirada daqui...


* a 11 de Julho de 2007 às 23:35
Tenho uma dos beirais prontinha para ser libertada. Só aguardo que passem as rajadas de vento aqui na minha zona para ela regressar à Natureza:)

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