Blog de um algarvio, nascido e criado em Olhão, orgulhoso da sua terra, adepto fervoroso do S.C.Olhanense, licenciado em Biologia pela Universidade do Algarve, e mestre em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora.
publicado por Ventura | Quinta-feira, 19 Julho , 2007, 10:00

(@Angel Pulido Domínguez)

Nome comum: Guarda-Rios

Nome científico: Alcedo atthis

Nome em inglês: Common Kingfisher

Pertencente à família Alcedinidae, o guarda-rios é uma ave que se distribui por toda a Europa, com excepção da Islândia e da peninsula Escandinava onde apenas ocorre no sul da Suécia. Uma parte da população inverna na Península Ibérica, França e na costa Ocidental de África. A população total desta ave divide-se em três grupos: as populações do Leste são maioritariamente miradoras, as do Centro da Europa parcialmente migradoras e as do Oeste europeu são sedentárias ou de comportamento dispersivo. Em Portugal, distribuem-se por todo o país, sobretudo na faixa litoral e na metade sul.

Esta ave, com 16 a 19 centímetros de comprimento, possui o dorso, cabeça e asas azuis-turquesa com zonas verde-metálicas. O ventre e certas zonas da cabeça são alaranjadas, excepto a zona dos ouvidos, da zaona nasal e da garganta que são brancas. Apesar destas generalidades, é complicado dar um padrão exacto das cores da sua plumagem, uma vez que variam com a incidência da luz. Em qualquer dos casos é uma ave inconfundível. O bico, comprido, é preto com transições de laranja na mandíbula inferior.Possui uma envergadura de 7,5 centímetros e um peso médio de 35 gramas. Torna-se dificil distinguir osmachos das fémeas devido ás cores vivas dos dois, embora o macho tenha as zonas laranjas mais amplas.

O guarda-rios frequenta uma grande variedade de habitats de água doce, salobra ou mesmo salgada, podendo estar localizados na orla costeira, estuários, lagoas costeiras, pisciculturas, arrozais, salinas e barragens. É pouco frequente em altitudes superiores a 1000 metros.

Alimentam-se principalmente de pequenos peixes de água doce, insectos aquáticos e peixes marinhos, mas também de crustáceos. Pode ainda procurar insectos terrestres e anfíbios.

A época de acasalamente situa-se entre Abril e Julho, instalando o ninho num túnel escavado em barreiras nas margens de cursos de água ou lagoas. Normalmente fazem duas posturas de 4 ovos que incubam durante 20 dias. As crias voam ao fim de 23 a 27 dias.

As principais ameaças a esta ave são: as alterações do uso das margens e leitos dos cursos de água, a poluição da água e a perturbação nas áreas de nidificação e de alimentação, nomalmente causadas pelo turismo, caça e pesca.


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