Blog de um algarvio, nascido e criado em Olhão, orgulhoso da sua terra, adepto fervoroso do S.C.Olhanense, licenciado em Biologia pela Universidade do Algarve, e mestre em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora.
publicado por Ventura | Quinta-feira, 02 Agosto , 2007, 14:36

Nome comum: Flamingo

Nome científico: Phoenicopterus ruber

Nome em inglês: Caribbean Flamingo

Volto novamente aos posts Aves em Portugal, após um periodo um pouco prolongado sem colocar posts nesta área . Desta vez escolhi (novamente) uma ave muito característica da minha zona de residência - o Flamingo.

Pertence  à família  Phonicopteridae , esta ave utiliza o Parque Natural da Ria Formosa como zona de paragem para descansar nas suas rotas de migração. 

É uma ave muito alta, podendo ultrapassar os 150 centímetros. Normalmente os machos são um pouco maiores e têm o pescoço mais comprido que as fêmeas. Os machos têm um peso médio de 2,8kg e as fêmeas 2,2kg . Possuem uma envergadura que varia entre 140 a 165 centímetros e a sua plumagem apresenta uma variação consider à vel entre o rosa p à lido e um rosa mais intenso. As penas de cobertura das asas são rosa vivo e as penas de vôo são pretas. As patas, tal como o bico, com excepção da ponta que é preta, são igualmente rosa. Os juvenis têm o pescoço e as patas mais curtos e a pluamagem que inicialmente é castanho-acinzentado vai à medida que o indivíduo se aproxima da maturidade, sendo substituida por uma plumagem branca e finalmente rosa.

O flamingo distribui-se localmente por vàrios continentes, encontrando-se, no Norte, Sul e Este de África, Sudoeste Asiático, Galápagos e também na Europa. No território continental português abarca sobretudo a faixa litoral a sul da Ria de Aveiro, sendo os núcleos mais importantes os dos Estuários do Tejo e do Sado, Ria Formosa e Castro Marim. Começa no entanto a ser observado em açudes, barragens, lagoas ou em zonas de arrozal no interior do país.

A maioria das colónias estabelecem-se em zonas húmidas tradicionais, longe do homem e dos predadores (principalmente do Vulpes vulpes), com grande quantidade de recursos alimentares. Frequenta lagoas abertas e pouco profundas, lagos ou deltas lodosos, zonas costeiras e menos frequentemente interiores, zonas com àgua salgada e salobra. Requer grandes espaços, abertos e tranquilos. Juntam-se em àguas pouco profundas para dormir, normalmente em grandes bandos.

O formato e tamanho do bico estão adaptados para o bombear e filtrar a água que carrega seu alimento. Assim coloca o bico na água, de forma que a parte terminal fica imersa e a língua trabalha como um êmbolo, para reter o que deseja. Gregários, alimentam-se tanto de dia (principalmente ao amanhecer e ao entardecer) como de noite. Alimenta-se principalmente de pequenos invertebrados, incluindo insectos, crustáceos, moluscos, anelídeos , e alguns protozo á rios, matéria vegetal nomeadamente diatomáceas, algas, sementes, e ocasionalmente peixes.

As principais ameaças para a sua sobrevivência são: a expansão de zonas industriais e portuárias nomeadamente à custa de zonas de sapal, o abandono e transformação de salinas para outras actividades, a drenagem e destruição de zonas húmidas, a pressão urbanística e turística da zona litoral, a frequente utilização de herbicidas e insecticidas nas á reas de arrozal, a caça ilegal, o saturnismo resultante da utilização de chumbo na actividade cinegética em zonas húmidas, a colisão com linhas aéreas de transporte de energia e a instalação de parques eólicos em corredores importantes de migração.


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